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14 outubro 2011

DSTs

Um pouco mais sobre as doenças
  • Hepatites Virais: As hepatites virais são doenças infecciosas, agudas ou crônicas, caracterizadas pela inflamação e necrose dos hepatócitos. Atualmente cinco vírus são conhecidos: vírus da hepatite A (HAV); vírus da hepatite B (HBV); vírus da hepatite C (HCV); vírus da hepatite delta (HDV); e vírus da hepatite E (HEV).
  • Vírus da Hepatite A (HAV): A transmissão do vírus da hepatite A ocorre quase que exclusivamente por via fecal-oral, através do contato pessoa-a-pessoa (creches, instituições para retardados mentais, etc.). A ingestão de água e alimentos contaminados com fezes tem sido implicada em diversos surtos epidêmicos. Atransmissão entre parceiros sexuais foi demonstrada entre homosexuais masculinos, mas a aquisição do HAV decorreu do contato oral-anal. 
  • Vírus da Hepatite B (HBV): A hepatite B era chamada de hepatite sérica porque se acreditava que sua transmissão ocorresse exclusivamente através do sangue infectado. No entanto, os modelos experimentais, as evidências epidemiológicas e os estudos clínicos, utilizando os marcadores virais, mostraram outras vias de transmissão, particulamente o contato sexual. A distribuição do HBV é universal, mas é mais frequente nos países subdesenvolvidos. Nas áreas endêmicas, a infecção é adquirida na infância, enquanto que, nos países desenvolvidos, os adultos são a faixa etária mais acometida. A importância do homosexualismo masculino como fator de risco para a aquisição do HBV é conhecida de longa data. O intercurso anal-genital (tanto ativo quanto passivo) associa-se a um alto risco para o contágio, ao contrário do contato orogenital, provavelmente pela contaminação sanguínea do reto e da mucosa anal. A hepatite B pode ser transmitida por transfusão de sangue, contato sexual ou entre tecidos que forram a boca e outras cavidades (mucosas) que tenham secreções, como a saliva e as lágrimas. Pode passar também para o filho no momento do parto. Há risco de o vírus provocar, em alguns casos, cirrose (destruiçâo do fígado) ou câncer de fígado.
  • Vírus da hepatite C (HCV): O vírus da hepatite C, também denominado de hepatite não-A, não-B clássica ou parental, é um RNA-vírus. Antes mesmo da descrição de técnicas imunológicas para o diagnóstico da hepatite C, diversos estudos epidemiológicos identificaram a transmissão parental como o principal fator de risco (viciados em drogas endovenosas, tranfusão sanguínea, acidente ocupacional e hemodiálise.
  • Vírus da Hepatite Delta (HDV): O vírus da hepatite delta é um RNA_vírus defctível, ou seja, necessita do vírus da hepatite B para a sua replicação. A sua importância reside no fato de associar-se ás formas graves da hepatite B. Nota-se que, na região amazônica, o HDV aparece como doença endêmica.
  • Vírus da Hepatite E (HEV): A hepatite E, também chamada de hepatite não-A, não-B epidêmica, é de transmissão fecal-oral. Em alguns países subdesenvolvidos, o HEV é a principal causa de hepatite viral aguda e pode estar ligado ao surtos apidêmicos. A transmissão sexual não foi descrita, e não imunoprofilaxia eficaz. A evolução geralmente é autolimitada, com exceção das grávidas, nas quais pode ter um curso fulminante e fatal.

13 outubro 2011

DSTs

Sobre as doenças
  • Gonorreia: Agente etiológico: neisseria gonorrhoeae. Também chamada BLENORRAGIA, é causada por uma bactéria na uretra, na próstata e no útero. A gonorreia é, hoje em dia, considerada uma das mais frequentes doenças sexualmente transmissíveis e, talvez, a mais comum em homosexuais masculinos. SINTOMAS: Ohomem sente dor e ardência na região genital e elimina uma secreção branca ou amarelada. Em alguns casos, não há sintomas, mas o médico pode diagnosticar a doença por meio de exames. Mesmo não apresentando sintomas, uma pessoa pode transmitir a doença. Se a mãe tiver a doença, os olhos do recém nascido podem ser infectados durante o parto. O tratamento é feito com antibióticos e a cura é, em geral, rápida.
  • Infecções por clamídia: A bactéria clamídia pode causar infecções na uretra, nos olhos e nos linfonodos da região genital. Na mulher pode atingir também o útero e as tubas uterinas. Quando ataca a uretra, provoca dor e ardência ao urinar. Quando ataca os linfonodos, provoca inchações na virilha. Os linfonodos incaham e se abrem, soltando pus. Na mulher pode causar sangramento no período entre as mestruações, dor durante o ato sexual e outros sintomas. Se não for tratada adequadamente, com antibióticos tomados de acordo com prescrição médica, há risco de esterilidade.
  • Sífilis: A sífilis ou lues é uma moléstia infectocongiosa, causada pelo treponema pallidum, congênita ou adquerida, que determina lesões cutaneomucosas polimorfas e pode comprometer outros tecidos, particulamente os sintomas cardiovascular e nervoso. Transmitida por uma bactéria, essa doença pode ser fatal se não for tratada corretamente. Também pode passar da mãe para o feto, provocando problemas físicos e mentais na criança. SINTOMAS: O primeiro sinal é uma ferida sem dor, com bordas duras, elevadas e avermelhadas na área genital ou, ás vezes, no ânus, na boca ou em outras regiões que entraram em contato com a bactéria. A ferida some em duas a seis semanas, mesmo sem tratamento, mas a bactéria continua presente no organismo. Se a pessoa não se tratar, cerca de dois a seis meses depois aparecem feridas na pele, há febre e dores nas articulações e músculos. Esses sinais desaparecem em quatro a doze semanas. Se a pessoa continuar sem receber tratamento, a doença poderá atacar, até anos mais tarde, o coração, as artérias e o sistema nervoso. O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue, e o tratamento é a base de antibióticos.
  • Herpes Genital: O herpes é causado por dois tipos de vírus: um deles ataca geralmente os lábios e as faces, enquanto o outro se concentra mais na área genital. O local fica inicialmente vermelho e coça. Depois surgem pequenas bolhas que estouram e formam feridas. Osintomas deaparecem normalmente em até quatro semanas, mas o vírus continua presente no organismo e, em algumas pessoas, provoca recaídas. Há medicamentos que diminuem os sintomas,aduração e as chances de transmissão da doença, embora não eliminem o vírus. Uma pessoa com herpes deve evitar tocar a área contaminada ou, quando o fizer, lavar as mãos para evitar contaminar outras pessoas. Não deve ter relações sexuais durante as recaídas do herpes genital. Como o vírus pode passar para a criança durante o parto, a mulher com herpes deve informar o fato ao médico. Ele poderá optar por realizar uma cesariana para evitar que a criança entre em contato com as lesões do herpes.
  • Cancro Mole:O cancro mole é uma infecção aguda sexualmente transmitida que tem como agente etiológico um bacilo Gram-negativo, o Haemophilus ducreyi, sendo caracterizado por úlceras necróticas genitais, anais e anogenitais dolorosas, por vezes únicas, acompanhadas ou não por linfoadenopatia.

03 outubro 2011

DSTs

Definição
  Doenças sexualmente tramsmissíveis são um grupo de doenças transmitidas, predominadamente, pelo contato sexual; elas são atualmente o grupo mais frequente de doenças infecciosas notificáveis na maioria dos países. Há mais de 20 patógenos transmitidos por contato sexual. Alguns destes agentes, como a chamydia trachomatis e agentes virais, estão substituindo as doenças bacterianas clássicas (sífilis, gonorreia e cranco mole) em importância e frequência.
  Algumas dessas doenças são: A gonorreia, sífilis, infecções por clamídia, Herpes genital, condiloma genital, Hepatite B e C, pediculose pubiana, tricomoníase ou monilíase e AIDs.

Como diagnosticar antes de ir ao médico:
  • Coceira, dor, caroços, feridas, bolhas, verrugas, inflamação, manchas avermelhadas ou escuras nos orgãos genitais ou em torno deles, na região anal, na boca, na palma do pé;
  • dor, ardência ou incômodo durante o ato sexual ou na hora de urinar;
  • necessidades frequente de urinar ou "ínguas" (nódulos linfáticos inchados) na virilha;
  • secreções ou sangue pelo pênis;
  • mudança de cor ou cheiro da secreção vaginal ou dor no abdome.
Continuamos a postar mais assuntos sobre DSTs